“Sinais” de Fernando Alves na TSF dedicado a Aldeias Sonoras
“Sinais”, o magnífico apontamento matinal de Fernando Alves na TSF foi dedicado ao projecto “Aldeias Sonoras” na sua emissão do dia 26 de Janeiro de 2010. A partir da informação incluída no site do projecto, o jornalista construiu um belíssimo texto que captou na perfeição a essência destas buscas sonoras rurais por um Portugal profundo, autêntico e desconhecido da maioria.
Áudio do programa “Sinais” de dia 26 de Janeiro de 2010:
Aldeias Sonoras no “Agora Acontece” de Carlos Pinto Coelho
O jornalista Carlos Pinto Coelho entrevistou no seu programa de rádio “Agora Acontece” um do responsáveis da Binaural, o director artístico Rui Costa, tendo a conversa sido totalmente dedicada ao projecto “Aldeias Sonoras”, entrecruzada com alguns dos sons captados nas aldeias. Esta emissão do programa Agora Acontece foi transmitida entre 18 e 24 de Janeiro 2010 por 90 rádios de Portugal e da Extremadura Espanhola.
Áudio da entrevista completa:
Aldeias Sonoras em destaque no portal aeiou
O portal aeiou do grupo Impresa seleccionou o projecto Aldeias Sonoras para um destaque entre os dias 24 e 28 de Dezembro de 2009.
Jornal Público destaca Aldeias Sonoras
Num trabalho do jornalista Mário Lopes, o caderno P2 do Público de 12 de Dezembro de 2009 dá um destaque de página inteira ao projecto Aldeias Sonoras e ao trabalho da Binaural.
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Paradela: Conversa com habitante
Finalmente, o último momento sonoro deste ciclo de Aldeias Sonoras. Uma interessante conversa em Paradela com o senhor José Gonçalves Fernandes, avô do estudante Miguel Paiva, sobre temas vários: a casa, a família, as terras e a história da ponte metálica.
Gravado por Luís Costa no dia 31 de Outubro 2009 às 15h23 com um gravador Fostex FR-2LE e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Paradela: Rego de água e corvos
Na subida de volta a Paradela um rego de água com uma rítmica curiosa é gravado. Ouvem-se ainda alguns corvos.
Gravado por Luís Costa no dia 31 de Outubro 2009 às 15h00 com um gravador Fostex FR-2LE e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Paradela: Ponte metálica sobre o Vouga
Ao chegar à margem do rio Vouga, que naquela zona divide o concelho de São Pedro do Sul do de Oliveira de Frades, deparámo-nos com um cenário luxuriante. Um bosque denso numa zona do rio de difícil acesso e uma magnífica ponte metálica, construída nos anos 70 pela população de Paradela. Esta ponte, apesar do aspecto enferrujado e da aparente instabilidade, foi-nos referida como totalmente segura, dados os cabos de aço que a suportam. O grupo, entre o desafio e o receio, atravessou a ponte e, provavelmente, as melhores fotografias do projecto foram tiradas neste local. O som gravado captou a interacção e excitação do grupo com a ponte e a estranha acústica “abafada” do local.
Gravado por Luís Costa no dia 31 de Outubro 2009 às 14h40 com um gravador Fostex FR-2LE e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Paradela: Rego e depósito de água
Guiados pelo Miguel Paiva, cuja família vive na aldeia de Paradela, iniciámos a descida até à margem do rio Vouga. No fundo da aldeia, um rego e um pequeno depósito de água soavam de forma interessante.
Gravado por Tânia Simões no dia 31 de Outubro 2009 às 14h23 com um gravador Fostex FR-2LE e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Valadares: Improvisação em fonte
Subindo um pouco o caminho na aldeia de Valadares, uma fonte de granito pingava repetidamente. Ao lado, um monte de velharias deitadas fora por alguém: um velho crivo, pedaços de alfaias, etc. Motivados ainda pela improvisação anterior, decidimos juntar os materiais encontrados e fazê-los interagir com a fonte, a água que corria e a pedra da própria fonte. A improvisação foi efectuada por Inês Costa, Tânia Lima e Elizabeth Rua.
Gravado por Paulo Paiva no dia 31 de Outubro 2009 às 13h46 com um gravador Fostex FR-2LE e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Valadares: Queimada em campo
Depois do almoço dirigimo-nos para a freguesia de Valadares, última deste ciclo de Aldeias Sonoras. O primeiro som a ser captado foi o de uma queimada num campo, tão comuns nesta época do ano.
Gravado por Inês Costa no dia 31 de Outubro 2009 às 13h31 com um gravador Fostex FR-2LE e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Castro da Cárcoda: Improvisação colectiva
Havendo curiosidade em conhecer o Castro da Cárcoda, conjunto de construções castrejas na freguesia de Carvalhais, já em direcção à serra, deparamo-nos com uma dúvida: como captar o som daquele local, em que se percebesse que tipo de materiais e edificações lá existem? A solução foi sugerida por Luís Costa e acabou por ser um momento de distensão e criatividade: uma improvisação colectiva pelo grupo de alunos utilizando os materiais e objectos disponíveis: a pedra, a madeira, o ranger das portas, a areia, os arbustos, etc. . Pediu-se-lhes que gerassem texturas sonoras, mais do que sons percussivos, que actuassem com tranquilidade, ouvindo em simultâneo os que os colegas soavam seja para interagir ou para procurar soluções sonoras ou materiais diferentes. O resultado foi excepcional a todos os níveis.
Gravado por Luís Costa no dia 31 de Outubro 2009 às 11h42 com um gravador Fostex FR-2LE e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Carvalhais: Conversa de pedras, água e javalis
No meio dos campos da aldeia de Carvalhais, deparámos ao longe com um homem que construia um muro de pedra num terreno agrícola. Aproximámo-nos, apresentámo-nos e a conversa a pouco e pouco tornou-se fluida e diversificada. Entre o trabalho que dá fazer um muro de pedra, a água das poças, os vizinhos e a sua alteração de comportamento pelo álcool, o estado de desenvolvimento de Carvalhais e os javalis, de muito se falou. No final o grupo fez questão de tirar uma fotografia com este agricultor, o sr. Vitor Fernandes.
Gravado por Andreia Lasca no dia 31 de Outubro 2009 às 10h47 com um gravador Fostex FR-2LE e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
Carvalhais: Toque das 10h00
Chegando à igreja de Carvalhais e aproximando-se as 10h00, decidimos gravar as badaladas de mais um sino. Como fomos constatando ao longo do tempo, cada sino tem o seu toque próprio e único, mesmo entre igrejas aparentemente da mesma época de construção e com sinos do mesmo tipo de mecânica. Entre outros factores, o próprio enquadramento na paisagem da igreja altera significativamente a reverberação do som do respectivo sino.
Gravado por Elizabeth Rua no dia 31 de Outubro 2009 às 10h00 com um gravador Fostex FR-2LE e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Carvalhais: Corvos matinais
Na sessão anterior de Aldeias Sonoras alguém nos tinha dito que para ouvir corvos havia que ir junto ao campo de futebol da aldeia de Carvalhais. Bem cedo de uma manhã de sol confirmámos essa informação. Lá estavam eles esvoaçando por entre as árvores e pousando de vez em quando nos campos, por sinal bem planos e grandes para a zona.
Gravado por José Gomes no dia 31 de Outubro 2009 às 09h15 com um gravador Edirol R-44 e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Santa Cruz da Trapa: Sábado de catequese
Quando o cansaço se começou a apoderar do grupo, após mais de 5 horas de buscas sonoras e enquanto nos dirigiamos para a carrinha, ouvimos o som de crianças na catequese, vindo de dentro da igreja de Santa Cruz da Trapa, misturado com o chilrear dos pássaros e os pingos da chuva. A ida à catequese ainda é muito comum entre os jovens do concelho de S. Pedro do Sul. Aliás, se não estivessem nas saídas de campo do projecto Aldeias Sonoras, alguns dos participantes estariam certamente à mesma hora na catequese na igreja ou capela das suas aldeias.
Gravado por Luís Costa no dia 24 de Outubro 2009 às 15h34 com um gravador Edirol R-44 e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Fonte: Ansião conversador
No lugar da Fonte, a poucas centenas de metros do centro de Santa Cruz da Trapa encontrámos o senhor António Gomes, um ancião conversador que nos falou de si, da sua família e das suas terras enquanto deitava estrume num campo seu.
Gravado por Rute Cardoso no dia 24 de Outubro 2009 às 14h56 com um gravador Edirol R-44 e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Santa Cruz da Trapa: Galinhas e cabras
Após um retemperador almoço em Santa Cruz da Trapa iniciámos um percurso a pé na senda de paisagens mais rurais do que as da referida vila. Logo por detrás do Largo do Calvário algumas galinhas, galos e cabras permaneciam em dois campos adjacentes. A Laurry Malaínho posicionou-se entre os dois campos de forma a captar uma imagem estéreo adequada do que se ouvia em cada um deles.
Gravado por Laurry Malaínho no dia 24 de Outubro 2009 às 14h40 com um gravador Edirol R-44 e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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Paredes: Pássaros depois da chuva
Após deixarmos São Cristóvão de Lafões, quisemos explorar um pouco mais esta pequena freguesia e visitámos a aldeia de Paredes. Num campo junto à estrada para Oliveira de Frades o Prof. Paulo Quintela não resistiu aos encantos do chilrear da passarada após o dilúvio nem à curiosidade de testar o novo microfone parabólico indicado para a gravação deste tipo de sons naturais.
Gravado por Paulo Quintela no dia 24 de Outubro 2009 às 12h45 com um gravador Edirol R-44 e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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São Cristóvão de Lafões: Capela octogonal
Depois de termos deixado Manhouce, rumámos em direcção a São Cristóvão de Lafões, pequena freguesia do concelho de São Pedro do Sul cujo ex-libris absoluto é o convento de São Cristóvão de Lafões.
O Convento de São Cristóvão de Lafões ou Real Mosteiro de São Cristóvão de Lafões, fica situado num morro sobre a ribeira da Landeira e a foi fundado (calcula-se que em 1123) pelos frades da regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, que aderiram logo em seguida à Ordem de São Bernardo ou Beneditinos. A fundação do mosteiro é anterior à fundação de Portugal, embora tenha sido totalmente reconstruído no século XVIII.
Depois de termos percorrido a pé o luxuriante bosque que circunda o convento e aproveitando o facto de a chuva ter parado, subimos à capela octogonal da Senhora da Boa Morte, situada num morro por cima, onde era possível escutar uma grande diversidade de sons, quer os vindos das proximidades, pássaros, o ribeiro da Landeira, quer de aglomerados mais distantes.
Gravado por Sónia Carvalho no dia 24 de Outubro 2009 às 12h13 com um gravador Edirol R-44 e um microfone parabólico Tellinga PRO 7.
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